quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
É, a vida é mesmo concreta e feita de suposições do nosso imaginário e dos fatores que fazem dela, uma pulsação. Como diz Santaella, toda definição acabada de vida é uma espécie de morte, porque, sendo fechada, mata justo a inquietação e a curiosidade que nos impulsionam para as coisas que, vivas, palpitam e pulsam. Ela é muito mais do que fase, estado e emoção. Muito maior do que fatos e até do próprio tempo. Ela nos vence e se vence em nós, enfrentando assim nossas angustias e incorre na desigualdade de cada ciclo circunscrito em nós. E as vezes, nós mesmos, fazemos uma justaposição de fatos alaridos que se confundem e se fundem em um clichê as vezes impostos por causas sem conseqüências. Mas ela segue seu rumo, se perde e se encontra em personas atuais mas não presenciais no nosso modo de pensar. O que temos a fazer? Seguir em frente, se lembrar, se basear no posto do que já foi e conseguir fazer de outra forma. Nesta outra forma se inclui o medo e a insegurança, porque todo outro é novo, e todo novo é medo.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

"Nada de novo no meu mundo, eu vivo o segundo, meu tempo é o meu lugar. Nada me tira do meu rumo, eu sigo o meu prumo, o meu jeito de ser. Nada espero que nao venha, o que vier que venha sem me atropelar." Pois é, o tempo está passando mais rápido do que eu pudesse um dia, imaginar. O ano está acabando e aquela frase clichê, que todos amam esta cada vez mais presente: "Já é Natal!". Daqui a alguns dias eu estou trocando não só de idade, mais sim de estado, cidade, casa e vida. A ânsia do desejo de conhecer e vivenciar novas experiencias deixa aquele gosto da saudade que eu vou sentir. Tudo que aconteceu aqui, ou seja, toda a minha vida, vai deixar de ser vivida e vai começar a virar o meu passado, cada vez mais distante e mais presente na memória. Eu realmente nunca vou esquecer das melhores amizades, dos primeiros de muitos amores, de histórias e situações, de tudo que enfim tornaram em mim tudo o que sou e tudo do que pretendo ser um dia. Espero que um dia nessa vida tão ciclíca feita por este mundo tão pequeno, eu tenha oportunidade de retribuir tudo o que essa fase me deu de melhor..porque as coisas ruins sempre voltam do jeito que vieram para nós. Tenho certeza que irei rever ainda muita gente nos próximos 2, 4, 8, 20 anos..mais de uma outra maneira, de uma outra visão, mais madura. Mas a vida é isso, abre um ciclo..se fecha outro..mas tudo o que foi verdadeiro vai ficar pra sempre, não importando a distancia, o tempo e tudo o que importa, porque o que verdadeiramente importa foram os momentos bons, que se tornaram aquele passado que na verdade, sempre fomos nós.

"Quando existe alguém que tem saudade de outro alguém, e esse outro alguém não entendeu. Deixa esse novo amor chegar, mesmo que depois seja imprencíndivel chorar. Que tolo fui eu que em vão tentei raciocinar nas coisas do amor que ninguém pode explicar. Vem nós dois vamos tentar, só um novo amor pode a saudade apagar." O amor é realmente uma coisa que você identifica de um em um milhão. O tempo pode passar, outros amores chegarem..mais o verdadeiro não passa. Mas simplesmente não passa porque ele não chegou. Ele somente veio e se tornou amor. Não sei se a distancia cura, se o tempo apaga e se a morte separa um verdadeiro amor. Porque ele é feito daquilo tudo que nós queremos inconcientemente que vá direto para nós. Mesmo que ele não tenha nada a vê com a nossa personalidade, mesmo que descordamos em tudo...não importa. O pior é quando as duas partes do amor se separam e somente uma se mantem viva, pulsando, é aquela coisa:"Tanta esperança perdida, mais felizmente é assim. O tempo passa, com ele a vida e a vida um dia tem fim. Eu pra você fui mais um, você foi tudo pra mim. Fiz de você o meu céu, minha razão, meu tudo enfim."; "De que servem as flores que nascem pelo caminho, se o meu caminho, sozinho, é nada." Não tem jeito, ele não passa e pelo tempo, não sei se passará. Quando não temos o amor que queremos..o que nos resta é viver.
"Hoje por quase de um segundo o rodou para trás.
Foi as perdidas no tempo, num vento que não volta mais.
Dias azuis, noites de paz na cidade.
Dias azuis, vento que trás a saudade.
Hoje por quase um segundo o mundo parou, de rodar.
Foi um perfume no vento, alguém que chegou pra encontrar dias azuis, noites de paz na cidade.
Dias azuis, vento que trás a saudade."
As vezes a vida é plena e concreta de somente dias azuis. Completo com planos, mudanças e uma nova visão de tudo. As vezes estamos em um estado onde o tempo e inovação caminham em direção ao desconhecido, onde nós só temos nós mesmos e não podemos fazer nada para mudar isso. Nesse estado onde os desejos se confundem e se fundem com o novo do nosso novo querer. Como todos sabemos, tudo passa num instante, e em cada instante tudo mudará..mas em cada mudança vai estar um pouco de nós. O pouco então, se dissolverá em cada folha que viraremos no momentaneo instante em que a nescessidade e o desejo se esquecerem que ficou algo pra trás. Ai então que o fingimento se revoa com a compreensão que o que passou somos nós e as coisas que queremos (exclusivamente o passado) é mais "nós" do que já somos. É como diz essa letra: "Agora vai tua vida como você quer, porém não se surpreenda se uma outra mulher nascer de mim como do deserto, uma flor."
"Com sol e chuva, você sonhava.
Queria ser melhor, depois você queria ser o grande herói das estradas, tudo o que você queria ser.
Sei um segredo, você tem medo. Só pensa agora em voltar, não fala mais na porta e no anel de aza delta, tudo o que você devia ser...sem medo. Não se lembra mais de mim, você não quis deixar que eu falasse de tudo, tudo o que você podia ser na estrada.
Faz sol e chuva, na sua estrada. Mas não importa, não faz mal, você ainda pensa e é melhor do que nada.
Tudo o que você consegue ser, ou nada."
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