ANAÏS AUAD
sábado, 23 de outubro de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
O Brasil perdeu a copa, o canadá ganhou um novo intercambista e duas semanas nunca me apavoraram tanto. Em 4 anos, quantas coisas acontecem, não é verdade? Quantas perdas, quantos ganhos, quanta mudança. Tudo coisa do tempo. Galvão falou - nos 38 do segundo tempo contra a Holanda - que o tempo era o pior inimigo da seleção. Em um segundo alguém pode morrer. Ou nascer. O tempo realmente é a razão de tudo, é o guia, o começo e o fim literalmente. Com ele nós percebemos as situações se formando, os encontros, as despedidas. Nele também contamos com as decepções e as histórias que de uma certa maneira nos perfuram ruidosamente. Mas assim que falamos ou pensamos nas nossas questões, percebemos que tudo na vida é questão de tempo.
Dia dos namorados querendo ou não, é uma coisa importante. Nele, existe uma certa regra de felicidade: Se você tem um namorado (a) você é feliz, vai as ruas comprar presentes, embrulhos e coisas fofas. Se você não tem, ou você procura ir pra uma festa bombante ou pega filme estilo ‘Eu odeio o dia dos namorados’ (horrível e chato por sinal) e fica se deprimindo (geralmente as meninas fazem isso) comendo coisas doces e gostosas, como chocolate. E esse segundo caso, geralmente envolve a seguinte questão : QUAL É O MEU PROBLEMA? Por que eu não arranjo um namorado? Qual será a minha grande questão? Durante uns 5 anos eu vivi a angustia dessas questões. Você meio que se acha errada, que ninguém te quer, ou te quer de um jeito que você não quer que queira. Os amigos dos seus pais te param na rua e fazem aquela perguntinha crucial para a auto-estima: “E ai fulano, já tá namorando? O papai já ta com a espingarda pra afastar os gaviões?” entre outras perguntinhas ridículas e sem graças que só pessoas casadas (acima de 40 anos) nos fazem. E com essas tais perguntas ridículas que nós vamos nos achando erradas e exigentes demais. E na verdade não isso e nós sabemos que não, mas parece que a gente gosta de sofrer (credo)! O nosso problema é aceitar que a pessoa certa (ou não - já explico essa tese) vai ter o tempo certo de aparecer e entrar nas nossas vidas. Mas como vamos ter paciência para esperar isso em pleno século XXI, onde tudo é rápido, prático e se baseia no puro e simples princípio do prazer? Não, nós não a possuimos e nem queremos possui-la! Queremos um namorado lindo fofo maravilhoso AGORA! Tá bom, ok. Apareceu um namorado lindo fofo maravilhoso. Gente, o problema não é aparecer, É O DEPOIS QUE APARECE! Vocês pensam que é tudo assim, lindo fofo e maravilhoso o tempo todo? Não, não é. E se a pessoa que você tanto esperava apareceu e depois de um tempo percebe que não é dela que você gosta e deseja realmente? É queridos leitores, isso sim é muito pior do que ficar sem namorado (a). O que se faz quando este triste fato acontece? Nós podemos resumir essa relação em uma comparação com os contos de fada: todo conto de fada começa com o “Era uma vez…” e termina com “E viveram felizes para sempre”. Essa relação é baseada no DEPOIS do “E viveram felizes para sempre”, porque na verdade ninguém é feliz pra sempre o tempo todo. A felicidade vem e volta constituindo caminhos e solos fortes no relacionamento, como a confiança, o desejo, a paixão, enfim, tudo que forma o verdadeiro amor entre um homem e uma mulher. Não conheço muitas pessoas que tiveram esse tipo de relação, mas por fora, eu posso concluir que deve ser muito ruim viver assim. Eu dei esse exemplo, não de consolo, mas de alerta para todos os solteiros (as) que estão pensando em ficar triste amanhã por não ter alguém como namorado. Pra vocês, deixo a dica: Prestem atenção nos seus amigos, na sua família. Na maioria dos casos, quando não existe um namorado (a) na tua vida, uma conversa com seus pais, passar o dia 12/06 com eles ou com aqueles seus amigos (do peito) é muito mais significativo do que ficar pensando em qual é o seu problema por estar sozinho no dia dos namorados. É melhor ser alegre que ser triste, não é mesmo?
A cada dia eu analiso as minhas fases de maneiras diferentes. Tem época, que quando eu começo a sonhar com o meu futuro (próximo), não me vejo não morando com os meus pais. Mas há outras, cujo o que mais quero é ficar bem longe deles. Quero minha independência, quero fazer o que eu quiser e dever fazer! Não quero mais estudar essas coisas inúteis e chatas (líquidos que nos fazem engolir durante 12 anos das nossas preciosas vidas), não quero mais cobranças ridículas! Eu quero menos disso tudo, eu quero quase nada, na verdade. Cada um é único no que se faz de ser alguém. Posso dizer com segurança (isso não é uma crise infantil - é uma analise madura) que o colégio me trouxe muita, mais muita tristeza. Tenho traumas horríveis (não de bullying nem nada do tipo) mas de ser obrigada a ir a uma instituição e inseri-la na minha rotina como uma coisa horrível comparada à viagens feitas com os meus pais pra cada lugar maravilhoso. Eu tinha que trocar a Vanessa da Mata tomando café lá em casa por aulas que eu não lembro e nunca foram úteis pra minha vida! Até os professores falam que nós nunca iremos usar certas coisas na nossa vida, então me diz, PRA QUE APRENDEMOS? Que perda de tempo isso, Brasil! Estou muito revoltada com certas coisas que andam acontecendo. Sinceramente, nem a fé tá salvando!
segunda-feira, 7 de junho de 2010
É muito ruim voltar pra um lugar onde você já não se encaixa. É como uma criança colecionando figurinhas pra um albúm que ela não tem. Estou me sentindo literalmente "uma carta fora do baralho". Essa cidade só virou parte do meu passado, não é mais meu presente e só agora minha ficha caiu. Acho que vou demorar um pouco, tipo uns 6 meses pra poder voltar pra cá. Me sinto uma invasora de rotinas alheias, deixando a minha própria de lado. Eu quero voltar pra casa, para as minhas coisas, para os meus problemas. Sinto agora que amadureci um pouco, estou vendo as coisas de um outro ângulo. É bem sofrido, mas é bom. Algumas pessoas morreram pra mim e eu tenho que me conformar e agir quanto a isso. Não posso só falar, tenho que ser. E se Deus quiser, eu vou conseguir resolver meus problemas, minha vida e os meus objetivos. Quero esquecer tudo aquilo que fez parte de mim e eu teimo em encaixa-las de novo na minha vida, como se elas ainda estivessem acontecendo. Tenho que olhar pra frente e enfrentar as dificuldades que me esperam. A vida realmente não é só alegria, mas ela existe nas pequenas coisas.
"Sinto falta de coisas que perdi. Como a cidade em que nasci e o colégio que estudei. Amigos vão sem se despedir e isso já não me faz sorrir e hoje eu sei, que agora eu que sempre me achei um cara esperto.."
terça-feira, 25 de maio de 2010
LEA AUAD
Oi vó, a Bruna deve estar lendo pra senhora né? Pô vó, eu tô com tanta saudade. Eu sei que eu não sou a melhor neta do mundo, as vezes me faço muito ausente, mas é sem pensar. Agora que eu tô longe que eu sinto mais falta daqueles domingos nossos com gosto de goiabada com queijo (Romeu e Julieta). Ai Dona Lea, você e esse eterno cigarro hein? Não acha que tá na hora de parar não? Iria ser tão bom se você parasse, tão mais fácil vó. Eu falo isso porque eu te amo e não quero te ver mal. Deve tá sendo barra ficar ai fazendo um milhão de exames e consultas, ainda mais longe de casa né?
Olha vó, só queria que você soubesse que eu tô com você, rezando sempre e eu tenho certeza que vamos passar ainda muitos momentos ótimos juntos! Tô te esperando aqui em Alfenas hein? Já ficou tempo demais em São José! ahhahaha
TE AMO MUITO VÓ!
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