
Hoje está sendo um dia bem estranho e bem construtivo. Percebi que as coisas se esclarecem de uma maneira menos gerundiana quando estamos longe delas. O longe nesse caso inclui a falta mas mesmo assim ele trás coisas boas pra nós. E ele se inclui na massa duvidosa que nos faz sermos tão bobos. Usamos a filosofia zen budista ao pé da letra, queremos tudo aqui e agora. Mas no fundo sabemos que as coisas não acontecem assim. Neste caso os clichês começam a ter razão: "Tudo acontece no tempo que tem que acontecer", "As nossas escolhas devem ser feitas de acordo com os nossos sonhos", "O tempo é o Senhor da razão" (...)
Em dias como hoje, meus sonhos invadem meu consciente sem nenhum impedimento, fazendo assim, me lembrar de momentos que foram e que são tão importantes na minha vida. Eu não sei o que vai acontecer comigo daqui a 9 meses. Estou no período de gestação das minhas decisões.
E enquanto elas se desenvolvem, as idéias se transformaram no meu sangue, alimentando meu intelecto e ajudando assim, a fazer a melhor escolha. Não sei se o meu caminho será mudar de estado de novo, reprovar de ano, não passar no vestibular ou até passar em todos e ter que escolher. Não sei se com 18 anos vou estar pronta pra isso. Não sei nem se vou estar com 18 anos. Não estou sendo pessimista, mas estou usando agurmentos derivados de "Navegar é preciso. Viver não é preciso." Mas aconteça o que acontecer, ainda faltam longos e lindos 9 meses, que não só eu mas milhões de adolecentes estão vivendo. E é isso que importa, viver o aqui e o agora, mesmo que a saudade esteja apertando e a insegurança esteja conjunta a adrenalina. Como diz meu eterno, "Nós não temos 80 anos."